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14.5.09

Decepção!!

Para iniciar meu trabalho de planejamento de atividade para a disciplina de Questões Étnico Raciais, fui à livraria Saraiva em busca de história que trouxessem a temática sobre negros.
Fiquei bastante decepcionada com a oferta.
São quase inexistentes as histórias envolvendo crianças negras, principalmente para a faixa etária com a qual eu trabalho - crianças com 7 / 8 anos.
Finalmente encontri um livro excelente, com uma qualidade gráfica ótima e com um texto de fácil compreensão para crianças menores. Além disso, vem com um CD com algumas músicas com as quais é fácil fazer uma integração entre o Brasil e a África.
Impressionante é perceber que em um páis com a quantidade de afrodescentes que possuímos, bnão exista literatura disponível. Entretanto, estamos apinhados de títulos norte-americanos e ingleses, totalmente distantes de nossa realidade social e cultural.
Enquanto educadores, devemos pressionar o sistema editorial para que haja uma mudança nesse sentido!



A MBIRA DA BEIRA DO RIO ZAMBEZE: CANÇOES DO POVO XONA INSPIRAM CRIANÇAS BRASILEIRAS
Heloisa Pires Lima (Org.)

Editora: Salamandra

22.4.09

MOSAICO CULTURAL



Muito interessante o trabalho para a confecção do mosaico cultural com meus alunos.
Primeiro realizei a sensibilização através da leitura de um livro de histórias, e então, solicitei que buscassem em revistas figuras de pessoas que fossem parecidas com os componentes de seu núcleo familiar, ou seja, as pessoas com as quais vivem (mãe, pai, irmãos, padastro, madastra, avós, tios, ...)
Após recortarem das revistas, deveriam registrar seus nomes.
Fizemos a exposição no painel que fica no saguão da escola.
Ficou show!!

29.3.09

Ancestralidade

Delícia!!!
Esta é a expressão que melhor define a sensação que tivemos ao presenciar a aula inaugural de Questões Étnicas.
A professora Marilene Paré, no auge de sua sabedoria e sensibilidade, nos deu um show de educação ao pedir licença ao mais velhos para então iniciar a aula.
Que simples não é?
Entretanto, vivemos em uma sociedade ocidental, neo-liberal e capitalista, onde tudo o que é valorizado é o novo, e o cada vez mais novo: o celular, o computador, o carro, a juventude eterna, a beleza efeito "Botox" que iguala a todos fazendo-os parecerem um rosto inexpressivo.
Então, como em uma sociedade assim, valorizarmos nossos ancestrais. Nossos velhos e sábios antepassados.
Como aprendermos com os erros e acertos já cometidos em uma sociedade descartável, onde não é permitido envelhecer?
Espero que as discussões e aprendizagens desse semestre nos possibilitem engatinhar nesse processo e nos auxiliem nessa caminhada.